27 de dez de 2012

Fazendo o lápis dançar

Ultimamente tenho usado mais a caneta que o mouse, troquei o teclado pelo caderno. Para não me esquecer como é que se escreve sem usar um computador.

Quantas vezes não recortei um texto e perdi a cola?
Quantas vezes apaguei sem querer uma parte de mim no word...

Agora, não coleciono apenas canetas.
Cadernos tornaram-se um vício. Onde o único ruído que posso ouvir, são dos pensamentos que dançam, cantam e fazem uma festa ao se despedir de mim...

 


10 de jun de 2012

Quanto vale a dor de ter uma história?

Às vezes, nem é preciso um hematoma pra doer a dor ou remédio pra impedir que se espalhe a ferida...

Todos os sentimentos bons ou ruins, possuem nome.
Talvez esta seja a razão de doer tanto quando me encontra: a dor sempre tem um nome, e vem acompanhada de histórias...

A dor que normalmente trazemos no rosto, não pesa tanto quanto aquelas que tentamos fingir não ter. Por isso, mais atenção por favor aquilo que não é externado.
Coração que guarda demais não fica parecendo armário, ele fica é doente, se torna descrente.

Assim como nem sempre lágrimas é sinônimo de dor, a dor também não significa fraqueza ou fragilidade. Há dores também, que não conseguem arrancar de nós uma lágrima sequer, e nem sempre isso significa que somos fortes, ou que a dor é suportável.
Podemos permanecer sensíveis ou ainda, sermos frágeis mesmo assim.

Mas, as lágrimas entregam assim como a dor, um pouco do que a gente tem, do que a gente é: um ser que sente. E não importa se o que vem primeiro são as lágrimas ou o próprio hematoma.
E é nessas horas que eu desejo ser um como um funil ao contrário.
Expelir, explodir, jorrar de vez aquilo que tenho por dor. Quem se faz de forte o tempo todo, nunca saberá o resultado de sentir na boca o gosto que tem uma lágrima derramada, nunca entenderá o que dizem as canções e poemas de amor que escorrem sangue, por simplesmente estancarem a dor. Ela deve ser atravessada, não teria sentido nos atravessar o caminho.

Existem sentimentos que quanto mais expostos: mais perto da cura!

A dor? Devo muito à ela, que me fez compor minhas melhores canções e poemas.Tornando mais fácil a compreensão daquilo que vejo passar ou tocar-me.
Por isso, tento sempre dar significado ao que sinto: escrevendo. É assim que normalmente a recebo.
Não quero ter a dor que todos tem, nem possuir alegria que já foi de alguém.
Quero a MINHA dor, a MINHA alegria, ao MEU modo e com o nome que EU escolher!

Achar que estou imune há possíveis sofrimentos e certas desilusões amorosas?
Do contrário, quanto mais sofremos de ou por amor, mais sensível a ele nos tornamos.
Ele sempre retornará! O amor sabe reconhecer onde foi bem recebido e sabe bem quando bate à porta, pois na casa da dúvida, só a paixão retorna...

Por Fabiola Malta

12 de mai de 2012

Minha primeira plateia!!!

Faculdade Joaquim Nabuco - Recife

Lindosss!!!

Fabiola Malta

O que fazer...


Dias intensos de trabalho, ideias orvalhando na mente; madrugada à dentro, manhã à fora.
Uma chuva constante e densa de palavras e caminhos. Já sei por onde começar...
Tempo de experimentos, projetos e desejos vários...
Pensava não poder lidar com tantas ideias à 1224km/h, mas descobrir-se supersônica, me deixa ainda mais instigada para concluir o que literalmente começa no papel e termina nele.

E quando o que você deseja tem nomes, vários nomes, o que fazer?
Listar os desejos e ensaiar a realização.

Li esta frase hoje de Goethe:
"Seja qual for o seu sonho - comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia".

Não morra sem desejos!
Fabiola Malta

11 de mai de 2012

Sarau de 5 (quinta)

 
Ontem, numa noite doce... 

O primeiro Sarau de minha vida, 
A primeira vez que apresentei minhas poesias, 
A primeira vez que recebo aplausos por algo que eu faço quando ninguém está me olhando. 

Foi lindo poder me ver em cada olhar que me entendia, 
em cada ouvido atento, 
em cada grito e aplauso denotando identificação.
Foi lindo, me ver no público!

As estrelas da noite mesmo foram os alunos do 5º período do curso de turismo da Faculdade Joaquim Nabuco. Que brilharam simplesmente na organização: na decoração do auditório, na energia e simpatia, e principalmente na escolha dos artistas que embalaram o evento ao som de muita música de qualidade:

Para confirmar minhas palavras, visitem: Sarau de 5 e confiram as fotos do evento.



2 de mai de 2012

"Pode alguém colocar fogo no peito sem queimar a roupa?"


Há muita poesia nesta pergunta e há muitas possibilidades contidas nela.
Quem coleciona cicatrizes de fogo ou quem um dia ousou tocar nele, sabe que a resposta é não!
E é difícil, uma vez ter sido queimado, falar a outro que não acenda a chama.
Cada um sabe das fogueiras que alimentam seus olhos...

Há muita verdade no velho e tão repetitivo ditado: "Quem procura, acha!" E é quase que impossível você se deixar queimar por algo que você mesmo busca ou cobiça, sem que isto não te consuma a fundo, não te consuma por inteiro; uma vez que você já se deixou arder no coração... Sim! O grande perigo é a fagulha, pois uma vez acesa, dificilmente se apagará sem antes fazer um belo estrago.

Tudo o que atravessa os olhos, encontra espaço no coração.
Tudo que chega ao coração, atravessa o corpo inteiro.
E tudo o que mora lá, a boca trata logo de revelar que tipo de chama corre o seu corpo.

Quem nunca deixou tal fogo consumir sua roupa toda, que seja o primeiro a lançar o extintor!
O coração é realmente uma fonte perigosa, porque a partir dele, podemos queimar o ser inteiro.

Por outro lado, há corações rompendo como represas, sem o próprio dono saber o poder da fonte que habita em si.
Se tivesses um coração, saberias usá-lo? E por que tendo-o não usas?

Quando um fogo estranho dar sinais de fumaça, trate logo de apagá-lo.
Tome conta do seu coração, antes que você vire brasa por algo que nem vale a pena padecer...

Quem tem a pele derretida, sabe a dor que foi...