4 de nov de 2014

Voltei!

Ultimamente tenho usado mais a caneta que o mouse e trocado o teclado pelo caderno, pra não me esquecer como é que se escreve sem usar um computador.
Quantas vezes não recortei um texto e perdi a cola?
Quantas vezes apaguei sem querer uma parte de mim no word?

Agora é no papel que registro meus sentimentos e ali que me perco completamente.
Entre linhas é mais fácil conduzir o caminho das palavras, o fio da meada se desenrola mais facilmente. E meu fascínio pela escrita, é que ela se dá no silêncio do riscado, no cheiro que traz o papel novo ou antigo, tornando favorável o sonhar acordado.
Enquanto o pensamento se revela, os sentimentos são libertos... E me descubro ser; ser jorrante. Que nasce a cada instante de tinta azul.
Agora, vou em busca do silêncio da madrugada.

27 de dez de 2012

Fazendo o lápis dançar

Ultimamente tenho usado mais a caneta que o mouse, troquei o teclado pelo caderno. Para não me esquecer como é que se escreve sem usar um computador.

Quantas vezes não recortei um texto e perdi a cola?
Quantas vezes apaguei sem querer uma parte de mim no word...

Agora, não coleciono apenas canetas.
Cadernos tornaram-se um vício. Onde o único ruído que posso ouvir, são dos pensamentos que dançam, cantam e fazem uma festa ao se despedir de mim...

 


10 de jun de 2012

Quanto vale a dor de ter uma história?

Às vezes, nem é preciso um hematoma pra doer a dor ou remédio pra impedir que se espalhe a ferida...

Todos os sentimentos bons ou ruins, possuem nome.
Talvez esta seja a razão de doer tanto quando me encontra: a dor sempre tem um nome, e vem acompanhada de histórias...

A dor que normalmente trazemos no rosto, não pesa tanto quanto aquelas que tentamos fingir não ter. Por isso, mais atenção por favor aquilo que não é externado.
Coração que guarda demais não fica parecendo armário, ele fica é doente, se torna descrente.

Assim como nem sempre lágrimas é sinônimo de dor, a dor também não significa fraqueza ou fragilidade. Há dores também, que não conseguem arrancar de nós uma lágrima sequer, e nem sempre isso significa que somos fortes, ou que a dor é suportável.
Podemos permanecer sensíveis ou ainda, sermos frágeis mesmo assim.

Mas, as lágrimas entregam assim como a dor, um pouco do que a gente tem, do que a gente é: um ser que sente. E não importa se o que vem primeiro são as lágrimas ou o próprio hematoma.
E é nessas horas que eu desejo ser um como um funil ao contrário.
Expelir, explodir, jorrar de vez aquilo que tenho por dor. Quem se faz de forte o tempo todo, nunca saberá o resultado de sentir na boca o gosto que tem uma lágrima derramada, nunca entenderá o que dizem as canções e poemas de amor que escorrem sangue, por simplesmente estancarem a dor. Ela deve ser atravessada, não teria sentido nos atravessar o caminho.

Existem sentimentos que quanto mais expostos: mais perto da cura!

A dor? Devo muito à ela, que me fez compor minhas melhores canções e poemas.Tornando mais fácil a compreensão daquilo que vejo passar ou tocar-me.
Por isso, tento sempre dar significado ao que sinto: escrevendo. É assim que normalmente a recebo.
Não quero ter a dor que todos tem, nem possuir alegria que já foi de alguém.
Quero a MINHA dor, a MINHA alegria, ao MEU modo e com o nome que EU escolher!

Achar que estou imune há possíveis sofrimentos e certas desilusões amorosas?
Do contrário, quanto mais sofremos de ou por amor, mais sensível a ele nos tornamos.
Ele sempre retornará! O amor sabe reconhecer onde foi bem recebido e sabe bem quando bate à porta, pois na casa da dúvida, só a paixão retorna...

Por Fabiola Malta

12 de mai de 2012